A importância da colina, nutriente essencial para o cérebro

O esforço por trás de uma mudança para dietas veganas e vegetais para o bem do planeta é louvável, mas corre o risco de piorar a ingestão já baixa de um nutriente essencial envolvido na saúde do cérebro.

Esse nutriente, a colina, é encontrado predominantemente em alimentos para animais. Sua ingestão é essencial na dieta humana, mas a quantidade produzida pelo fígado não é suficiente para atender aos requisitos do nosso corpo.

 

O que é a colina?

A colina é um nutriente fundamental para a saúde do cérebro, principalmente durante o desenvolvimento fetal. Ele também influencia a função hepática, com déficits relacionados a irregularidades no metabolismo da gordura no sangue, além de excesso de danos celulares por radicais livres.

As principais fontes de colina na dieta são carne bovina, ovos, laticínios, peixe e frango, com níveis muito mais baixos encontrados em nozes, feijões e vegetais crucíferos, como brócolis. A ingestão diária mínima recomendada varia de 425 mg/dia para mulheres a 550 mg/dia para homens, e 450 mg/ dia e 550 mg/ dia para mulheres grávidas e que amamentam devido ao papel crítico que o nutriente tem no desenvolvimento fetal.

 

Um nutriente mal administrado

Dadas as importantes funções fisiológicas da colina e a autorização de certas alegações de saúde, é questionável por que a colina foi negligenciada por tanto tempo nos relatórios de saúde pública. Isso é especialmente preocupante, uma vez que as tendências atuais parecem ser de redução de carne e dietas à base de plantas.

Atualmente, a colina está excluída dos bancos de dados de composição de alimentos de países como o Reino Unido, não estando presente em suas principais pesquisas e diretrizes alimentares.

Segundo pesquisadores, é preciso fazer mais para educar os profissionais de saúde e os consumidores sobre a importância de uma dieta rica em colina e como obtê-la. Se a colina não for obtida nos níveis necessários, por si só, das fontes alimentares, serão necessárias estratégias de suplementação, especialmente em relação aos estágios-chave do ciclo de vida, como a gravidez, quando a ingestão de colina é essencial para o desenvolvimento infantil.