Descoberta uma conexão entre longevidade e atividade cerebral

A atividade neural do cérebro, além de estar envolvida em distúrbios que vão da demência à epilepsia, também desempenha um papel importante no envelhecimento humano e no tempo de vida. Recentemente, descobriu-se que a atividade excessiva está associada a uma vida mais curta, enquanto suprimir essa hiperatividade prolonga nossa vida.

A atividade neural é o tremor constante das correntes e transmissões elétricas no cérebro. A atividade excessiva, ou excitação, pode se manifestar de várias maneiras, desde uma contração muscular até uma mudança de humor ou pensamento.

A excitação neural atua ao longo de uma cadeia de eventos moleculares conhecidos por influenciar a longevidade, em especial, a insulina é uma via de sinalização do fator de crescimento semelhante à insulina (IGF). A chave nesta cascata de sinalização parece ser uma proteína chamada REST, que protege mentes já em idade avançada da demência e outros estressores.

Basicamente, bloquear a proteína REST leva à hiperexcitação neural. Estimular a REST leva os indivíduos a relaxarem e consequentemente, viver mais. Pessoas que viveram mais de 100 anos apresentam mais REST nos núcleos de suas células cerebrais do que as pessoas que morreram aos 70 ou 80 anos.

Não sabemos ainda como pensamentos, a personalidade ou o comportamento de uma pessoa afetam sua longevidade. Tudo indica que essa hiperatividade surge por motivações genéticas e ambientais. Mas, o estudo abre caminho para a criação de novas terapias em condições que envolvem hiperatividade neural, como a doença de Alzheimer e o transtorno bipolar.

As descobertas levantam a possibilidade de que medicamentos focados na proteína REST e práticas, como a meditação, possam prolongar nossa vida útil modulando a atividade neural.