Planejamento alinhado à essência

Todos temos a energia feminina (yin) e masculina (yang) dentro de nós. Quando em desequilíbrio, nos sentimos fora do eixo. Seja por uma desconexão com nosso sagrado, quando nossa energia feminina é deixada de lado, seja quando nos rendemos à preguiça ou comodidade, quando nossa energia masculina é abafada.

A vida é essa constante descida e subida. Não é sobre estarmos no equilíbrio sempre, mas sim estarmos olhando para ele. O mais importante é para onde direcionamos nosso foco e atenção na maior parte do tempo.

Principalmente no momento atual, estamos constantemente consumindo de diversas fontes, e acredito fortemente que somos o que consumimos, então cabe a nós filtrá-las da forma como enxergamos ser ideal.

As perguntas que costumo me fazer quando sinto esse desequilíbrio são: O que está drenando minha energia? Estou apenas fazendo o que quero ou o que de fato preciso? De que tipo de fonte estou bebendo?

Trabalhar a autoconsciência é a chave para mergulhar no nosso ser e desenvolver nossos potenciais da melhor forma. Quando reprimimos algum sentimento negativo, nos privamos de viver de forma genuína essa experiência humana e apenas jogamos para debaixo do tapete algo importante para nossa jornada. Um caminho possível é a auto-observação, aterrando-se no momento presente e deixando fluir tudo o que precisa ser desprendido.

A partir desse olhar identificamos melhor o que de fato é essencial para nós. O conceito de essencialismo, apresentado no livro de mesmo nome escrito por Greg McKeown, consiste em fazer menos e melhor e compreender a diferença entre o desnecessário e indispensável.

Quando trabalhamos essas questões desenvolvemos mais clareza sobre aonde realmente, em essência, queremos chegar. E tudo requer um processo individual, então se compare apenas consigo, pois a jornada do outro é apenas dele.

A partir da visualização do que queremos para nosso futuro podemos trabalhar nosso presente de forma mais intencional. Quais hábitos contribuem para essa versão que quero desenvolver no futuro? O que preciso eliminar do meu dia a dia para que eu foque minha energia no que realmente importa?

Não espere todas as respostas de uma vez. No início, apenas observe e torne consciente. Se o autocrítico aparecer, não tente reprimi-lo. Deixe-o vir e tome consciência dele também. O que ele diz? Depois, questione-se: por que ele diz isso? Que insegurança minha ele demonstra?

Para isso, recomendo a meditação sempre que possível. Estudos e mais estudos são feitos sobre seus diversos benefícios a longo prazo, mas posso garantir que não é necessário ser nenhum especialista para saber o quanto essa prática é mágica e poderosa quando implementada na rotina.

Se a jornada não faz sentido, o resultado não vale a pena. E como disse Filipe Ret, rapper brasileiro: “Superficial é achar que a vida é feita só de profundidade.”

Sophia MAC é criadora de conteúdo e podcaster.